

Análise política sobre Cahulla e Expedito
O que teria levado ao candidato a Senador Ivo Cassol (PP) a entrar com pedido de impugnação do registro de candidatura do candidato a governador de Rondônia Expedito Júnior (PSDB) tendo com argumento a lei Ficha Limpa?
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# Domingo à noite encontrei Ivo Cassol no parque de Exposição de Ji-Paraná. Confiante, ele disse que não haverá segundo turno. “Nós vamos ganhar no primeiro turno”, disse Cassol ao se referir ao candidato à reeleição ao governo do Estado João Cahulla (PPS).
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# Se vai ganhar no primeiro turno, por que pedir o cancelamento do registro de Expedito? Não seria mais interessante derrotar e humilhar Expedito nas urnas?
No último ano, Cassol lutava com unhas e dentes para manter Expedito Senador. Ele acabou cassado e ficou inelegível por três anos - (pena que terminou em dezembro de 2009.)
# Teria despertado em Cassol o senso de preocupação sobre do que é politicamente certo ou errado? Ou seja, Expedito tem que ser banido da política porque estaria sujo? Essa situação seria pouco improvável porque, quando Expedito estava sob a asa de Cassol, era o Cara Perfeito.
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# Tirar Expedito do processo abriria espaço para Cahulla vencer no primeiro turno, ou condições para que Cahulla consiga chegar ao segundo turno? Se este for o motivo, Cassol saberia que dificilmente Cahulla venceria no primeiro turno e estaria com dificuldades de chegar ao segundo turno destas eleições.
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# Eu não conheço a estrutura de campanha de Expedito Júnior, mas percebo na campanha dele muita energia e pouca amperagem. Vou tentar explicar isso com algo mais simples: vejo muito fogo e pouca brasa.
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# Expedito não tinha outra alternativa a não ser a de começar a fazer barulho de campanha assim que foi cassado. O risco de ficar sem fôlego é normal, o problema é que essa riqueza ou capital eleitoral é volátil: muito tempo exposto pode evaporar. Para se manter forte, precisaria de estrutura de campanha e uma boa estratégia de publicitária.
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# Vejo a campanha de João Cahulla com muita brasa, (o que é bom) mas pouca energia. Sendo assim, aos trancos e barrancos, uma das vagas no segundo turno das eleições ao governo de Rondônia estaria entre Cahulla e Expedito, e Cassol sabe disso, tanto é, que tenta tirá-lo do processo eleitoral amparado por um pedido baseado na ficha limpa.
O erro de estratégia pode ser fatal para Cassol e Cahulla, pois, se não conseguir tirar o registro de Expedito, vai jogar mais brasa para a sardinha do ex-aliado tucano, que será transformado em vítima.
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# A ironia nisso tudo, é que Cassol é o especialista em se tonar vítima, mas está fazendo tudo para Expedito ser transformado em mártir dessa birra. A não ser que Cassol está fazendo isso porque a briga dele com Expedito seja um teatro. No entanto, é algo improvável. Ou não?!
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