quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Confúcio define novos secretários e diz que partidos não participam da gestão

 

Não houve a definição de toda a equipe governamental, principalmente em órgãos da Administração indireta, como o Detran.
Por RONDONIAGORA
O governador Confúcio Moura (PMDB) anunciou na manhã desta quinta-feira os nomes dos assessores que assumem secretarias e autarquias no próximo dia 1º. Não houve a definição de toda a equipe governamental, principalmente em órgãos da Administração indireta, como o Detran. Confúcio afirmou que as indicações são pessoais e que neste momento os partidos aliados estão fora do segundo mandato. Ele já havia pedido tempo a seus apoiadores em primeiro e segundo turno. 

Confira os nomes revelados pelo governador
CASA CIVIL – Emerson Castro
Adjunto – Vitorino Cherque
SEFIN: Wagner Garcia de Freitas
Adjunto: Franco Ono
SEPOG – George Braga
Adjunto: Pedro Afonso Pimentel
SEAI: George
SEDUC: Maria de Fátima Gavioli
Adjunta: Marionete Sana Assunção
SESAU: Williames Pimentel
Adjunto: Luiz Eduardo Maiorquin
SESDEC: Antônio Carlos dos Reis
Adjunto: Cesar Adilson Bandeira
SEDAM: Coronel Wilson de Sales Machado
Adjunto: Francisco Sales Oliveira dos Santos
SEJUS: Tenente Coronel Marco José Rocha
SUGESPE: Isis Queiroz
CMR: Gilmar de Freitas Pereira
Ainda não estão definidos os titulares da Seas, Setur, Jucer, Secel, Casa Militar, Detran, Idaron, Agevisa, Caerd, CGE, Procuradoria-Geral, Soph, Deosp, Ipem, PM e Caerd. Os titulares atuais poderão ser mantidos, mas o governador ainda não tem posição clara.

POR - DENIS FARIAS

ROLIM DE MOURA

Prefeitura prepara réveillon popularBaixe afotorm (45).jpg (114,5 KB)Baixe afotorm (46).jpg (119,8 KB)

Festividade será na Praça Durvalino Joaquim de Oliveira, em frente ao Teatro

Da Assessoria

A Prefeitura de Rolim de Moura está preparando a festa de réveillon popular da cidade para a virada de ano, no dia 31 próximo. Mais uma vez o evento será em frente ao Teatro Municipal, na Praça Durvalino Joaquim de Oliveira. Está prevista a participação de cantores regionais, bandas gospel, DJs e um show com o local cantor Elias Lopes.

Também está marcada uma grande queima de fogos para o momento da passagem de 2014 para 2015, com a presença do prefeito Cesar Cassol. “Tivemos um ano de muitas dificuldades, de muitas lutas, mas aos poucos estamos vencendo todas elas. E claro, temos que entrar o ano novo com entusiasmo, com votos de que será melhor que o ano que está terminando”, argumentou o gestor.

Segundo o secretário chefe de gabinete do município, Denis Farias, o festejo está previsto para começar às 21h com apresentações diversas. O objetivo, segundo ele, é dar a oportunidade a artistas locais de mostrar o seu trabalho para o grande púbico que virá para o Centro do município para acompanhar a virada. Parte das ruas da região central será isolada para evitar acidentes.

“A população de Rolim de Moura merece uma festa melhor, até mesmo com cantores de grande expressão, mas o momento é de corte de despesas, de diminuir os gastos, por isso vamos fazer algo mais simples, mas de coração para celebrar a passagem de ano. Por isso convidamos toda a população para participar e vir para a praça comemorar a chegada de 2015”, enfatizou.


Denis Farias
Secretário Chefe de Gabinete
Assessoria de Comunicação Social
Prefeitura de Rolim de Moura

(69) 8488-0937 - (69) 3442-3100

DIPLOMAÇÃO DE EXPEDITO NETO COMO DEPUTADO FEDERAL

Amanheço fazendo agradecimentos a você que acreditou e acredita em mim, lutarei diariamente para honrar sua confiança depositada nas urnas.
Força jovem representando Rondônia.

Da Redação DIÁRIO DA AMAZÔNIA


 
em solenidade no início da noite de ontem, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO) credenciou, com a entrega do Diploma, os eleitos em outubro a tomar posse nos respectivos cargos em 2015. No caso do governador Confúcio Moura (PMDB) e seu vice Daniel Pereira (PSB), a posse será no próximo dia 1º, enquanto a do senador Acir Gurgacz (PDT), dos 24 deputados estaduais e dos oito federais será em 1º de fevereiro. Ao todo foram diplomados 49 eleitos, sendo 35 titulares e 14 suplentes por ordem nominal e de votação. Dos 24 deputados estaduais, não estavam presentes José Lebrão e Ribamar Araújo.
Em discurso, o governador lembrou os desafios da campanha, elogiou o trabalho da Justiça Eleitoral, mesmo após a mudança de sede em função da última cheia do rio Madeira; e falou da necessidade de ampla reforma política, citando como exemplo o modelo alemão, principalmente no quesito financiamento.Confúcio convidou a todos para fazer uma Rondônia mais justa e melhor para todos
Afirmando ter sido essa sua nona disputa eleitoral, com sete vitórias consecutivas, Confúcio ainda mencionou a Operação Plateias realizada pela Polícia Federal logo após a alegria da reeleição. “Fui nocauteado com a operação. Mas não baixei a cabeça. Honrei todos os compromissos.
O governador ainda destacou o avanço do cenário econômico de Rondônia, superando Estados que mais crescem no País,
Acir Gurgacz disse que tomará posse com a certeza de que precisa trabalhar mais
Acir Gurgacz disse que tomará posse com a certeza de que precisa trabalhar mais
como o Mato Grosso e Tocantins e ainda propôs um pacto pela governança, ressaltando dados positivos alcançados no primeiro mandato, como 97% das compras públicas realizadas pelo pregão eletrônico, com 63% das empresas vencedoras sendo rondonienses. Confúcio concluiu garantindo que o maior fundamento do desenvolvimento de Rondônia está na educação, sendo essa uma de suas bandeiras de luta prioritárias para o segundo mandato. “Farei meu juramento de posse para honrar Rondônia e ao mandato, pois ninguém segura Rondônia”, afirmou Confúcio Moura, após ter sido conduzido à mesa de diplomacia pelo diretor da Unopar, Paulo Andrade.
MAIS TRABALHO
Para o senador Acir, a reeleição representa a certeza de que precisa trabalhar mais para honrar o compromisso e retribuir com ações concretas, com vistas ao desenvolvimento do Estado e à consequente melhoria da qualidade de vida da população. Ao reiterar o compromisso de trabalhar seriamente, com resultados que melhorem a qualidade de vida da população, ele convido a todos os eleitos para fazerem uma Rondônia mais justa e melhor para todos.
Em nome dos deputados estaduais, usou a tribuna o mais votado com 19.151 votos, Adelino Follador, destacando tratar-se de um momento singular, em que foi reeleito para ampliar o leque de ações para o desenvolvimento do Estado e o bem-estar da população.
Já a deputada Marinha Raupp citou os demais pares reafirmando “a missão de honrar o Estado com responsabilidade ética e carinho”. Ela observou também que a festa é da democracia que dá ao povo o direito de escolher.
A solenidade foi encerrada com o presidente do TRE-RO, desembargador Moreira Chagas, apontando o êxito do pleito com as novas tecnologias e legislações, como a da Ficha Limpa, apontando para os eleitos a grande e grave responsabilidade que têm pela frente, quando a Nação vive tempos sombrios. Embora não considere a legislação eleitoral perfeita, o desembargador citou o avanço da brasileira que tem servido de modelo para outros países.
REELEITOS
Confúcio Aires Moura, nasceu na cidade de Dianópolis (TO), tem 66 anos de idade, formou-se em medicina pela Universidade Federal de Goiás, após nove anos exercendo o cargo de policial militar. Iniciou sua carreira política em 1994 como deputado federal por Rondônia e foi reeleito duas vezes consecutivas. Em 2004 licenciou-se do cargo de para concorrer à prefeitura de Ariquemes, saindo vitorioso e reeleito. Em 2010 renunciou ao cargo de prefeito para disputar o governo, vencendo no segundo turno; e reeleito neste ano também no segundo turno.
Acir Marcos Gurgacz, nasceu em Cascavel (PR), tem 52 anos, migrou para Rondônia na década de 70, já foi prefeito de Ji-Paraná e assumirá seu segundo mandato consecutivo por oito anos após ser reeleito com 312.614 votos, o equivalente a 41,98% dos votos válidos. O atual mandato foi assumido após a cassação do titular em 2009.

Senado aprova correção em 6,5% da tabela do imposto de renda

COMO FICARIA A TABELA DO IMPOSTO
DE RENDA COM CORREÇÃO DE 6,5%
Base de cálculo
Alíquota
Parcela a deduzir
Até R$ 1.903,98
isento
isento
De R$ 1.903,98 até R$ 2.853,44
7,5%
R$ 142,80
De 2.853,45 até R$ 3.804,64
15%
R$ 356,81
De R$ 3.804,65 até R$ 4.753,96
22,5%
R$ 642,15
Acima de R$ 4.753,96
27,5%
R$ 879,85
O Senado aprovou nesta quarta-feira (17) a Medida Provisória 656, com a inclusão de uma emenda que prevê reajuste de 6,5% na tabela do imposto de renda.  A aprovação ocorreu horas após o texto ser chancelado pela Câmara. A matéria segue agora para sanção da Presidência da República.
O reajuste na tabela do Imposto de Renda foi proposto pela liderança do DEM na Câmara com base no IPCA. O objetivo da medida é compensar a perda inflacionária no ano. A correção, porém, é maior do que a desejada pelo governo, que defendia reajuste de somente 4,5%, equivalente ao centro da meta de inflação.

Durante entrevista coletiva nesta quarta no Palácio do Planalto, o ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini afirmou que o reajuste do imposto de renda para 6,5% "não era a posição do governo".

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

PGR rejeita embargos de Ivo e STF deve decretar prisão

Brasília, DF - A Procuradoria Geral da República opinou pela rejeição aos embargos do senador Ivo Cassol e encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal, que deve acatar a decisão e determinar o cumprimento da sentença de 4 anos e 8 meses de prisão, além do pagamento de multa milionária.
Os últimos recursos de Cassol foram julgados no último dia 18 de setembro. Seus advogados, de acordo com o STF utilizaram os embargos para novamente questionar a própria decisão sobre a condenação, o que não é possível. “São incabíveis embargos de declaração quando a parte, a pretexto de esclarecer inexistente obscuridade, omissão ou contradição, utiliza-os com o objetivo de infringir o julgado e, assim, viabilizar indevido reexame da causa”, decidiu o STF.

Dona de Casa safada levantando a saia pro encanador


LARISSA RIQULMEL


Zuenir Ventura, O Globo


Depois de 12 anos como ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, órgão de fiscalização do governo, Jorge Hage, saturado, desabafou: “Não me assusto com mais nada.” Mesmo sem ter investigado cartéis, quadrilhas, esquemas e escândalos, como ele, posso dizer que no meu caso o que acabou foi a surpresa. Temo não me espantar com mais nada. Muitos leitores já estão assim: blasés, cínicos.
É tamanha a overdose de mais do mesmo todo dia que pode estar ocorrendo uma certa anestesia após as reações iniciais. Primeiro, os escândalos produziram choque; em seguida, indignação; depois, apatia; e agora, impotência, como se nada pudesse ser feito.
A política tornou-se um espetáculo tristemente enfadonho, alternando personagens e proezas que se superam diariamente: os de hoje são mais incríveis do que os de ontem, e certamente menos do que os de amanhã.
Num dia você diz “não é possível”, ao ler que o desvio no petrolão é seis vezes maior do que o do mensalão. No dia seguinte, são os e-mails de uma ex-funcionária mostrando que a cúpula da empresa, incluindo a presidente, fora alertada sobre uma série de graves irregularidades antes do início da Operação Lava-Jato. E assim por diante.
Um gerente se compromete a devolver US$ 100 milhões desviados, e ninguém explica como um gerente — não um diretor — conseguia acumular essa fortuna sem que um superior percebesse, numa empresa com hierarquia e níveis de comando e de controle?
A geração que nos anos 50 saiu às ruas gritando “O petróleo é nosso” jamais podia imaginar que o inimigo não estaria fora, mas dentro da estatal, e que o orgulho nacional um dia viraria caso de polícia ou, como disse um procurador da República, “uma aula de crime”. De fato, o vocabulário a ela associado passou a ser o da crônica policial: propina, suborno, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, desvio, roubo.
E quando você acha que já viu tudo, vem o Ministério Público e adverte que ainda tem mais. A Operação Lava-Jato já fez 36 réus, isso até ontem. O que será que ainda vem por aí? Alguns palácios tremem só de pensar.
Pra não dizer que não falei das flores, teve Marina Silva em dois momentos especiais: numa elegante e reveladora entrevista a Roberto D’Ávila, em que em vez de maldizer os que a maltrataram na campanha preferiu agradecer os 22 milhões que votaram nela no primeiro turno. E na ilustre posição de “Mulher do ano”, eleita pela revista inglesa “Financial Times”, que resolveu premiá-la por ser uma “espécie rara de política”, “visionária e idealista que acredita com sinceridade no que diz”.
Movimento O petróleo é nosso! nos anos 1940 e início dos 1950 levou à criação da Petrobrás, por Getúlio Vargas, em 1953 (Foto: Divulgação)Movimento O petróleo é nosso! nos anos 1940 e início dos 1950 levou à criação da Petrobrás, por Getúlio Vargas, em 1953 (Imagem: Divulgação)
Zuenir Ventura é jornalista

STJ MANTÉM ALEX TEXTONI LONGE DA PREFEITURA DE OURO PRETO DO OESTE; PMS ERAM CAPANGAS DO PREFEITO AFASTADO

 

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Começam a ser conhecidos todos os detalhes que levaram o Tribunal de Justiça a decretar as prisões do prefeito de Ouro Preto do Oeste, Juan Alex Testoni, do deputado federal eleito, Antônio Lúcio Mosquini, de policiais militares e empresários durante a Operação Ludus no último dia 3. Ao julgar favorável o Habeas Corpus de Alex Textoni, a ministra Maria Thereza de Assis Moura revela toda a decisão do desembargador Oudivanil de Marins, mantida em sigilo em Rondônia.

A peça acusatória do Ministério Público do Estado (MPE) é firme: Juan Alex Testoni é líder da organização criminosa, principal beneficiário do esquema, mentor, detentor do poder político, acesso e penetração no Poder Público. “É ele quem “consegue” com o Poder Público os contratos e demais benefícios de interesse da organização, tais como a cedência de policiais militares para formar o “braço armado” e o serviço de segurança e contrainteligência da organização, bem como a indicação de membros ou pessoas de confiança para cargos comissionados. Neste caso, é o proprietário de fato de pelo menos duas das principais empresas envolvidas cm a obra do “Novo Espaço Alternativo”, tendo-as constituído em nome de “testas de ferro” com a finalidade de mascarar a realidade e, com isso, distanciar sua figura pessoal e política do contrato com o Poder Público, burlando as vedações e impedimentos legais, constitucionais e morais existentes em relação à sua pessoa em virtude do mandato eletivo. É, por fim, quem mais lucra financeiramente com os crimes praticados pelo restante do grupo a seu mando e no seu interesse”.

Apesar de ter participação ativa, o deputado eleito Lúcio Mosquini é comandado por Alex Testoni, que mandava e desmandava em Ouro Preto do Oeste, chegando até mesmo a determinar prisões de quem considerava inimigo político, como aconteceu durante a campanha eleitoral. Tudo acompanhado pelo Ministério Público do Estado, que acusa os policiais militares da famosa Assessoria Militar, extinta por decisão da Justiça, de serem capangas do prefeito. A investigação apontou ainda esquemas sexuais, como a utilização de militares para "pegar" mulheres a acusados. O RONDONIAGORA obteve acesso ao inquérito e vai divulgar o caso em partes.

Habeas Corpus

Ao conceder a soltura dos acusados, a ministra Maria Thereza de Assis Moura manteve no entanto todas as demais determinações do desembargador Oudivanil de Marins. Que são a suspensão do exercício de função pública dos investigados Juan Alex Testoni, dos membros da extinta Assessoria Militar  Capitão PM Áureo César da Silva, Sub Tenente PM Paulo Sérgio da Silva, Cabo PM José Aguinaldo Medeiros e o soldado PM Marcos Dias de Oliveira. Todos estão proibidos de exercerem qualquer cargo público, eletivo ou não.

Outra determinação mantida: a proibição de acesso aos prédios públicos do DER, Polícia Militar (Porto Velho, Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste e Ariquemes), Prefeitura e Câmara de Vereadores de Ouro Preto do Oeste, Prefeitura de Mirante da Serra, Detran, Idaron, Jucer, Tribunal de Contas. Essa vedação foi imposta a Alex Textoni, seu filho, Alex Testoni ("Ninho"), ao deputado federal  eleito Lúcio Antônio Mosquini, a Nilton Andrade dos Santos ("Pinduca"), Adiel Andrade, Noeli Fernandes, Diego Fernandes Andrade, Fábio Aparecido Ferreira da Silva, Silvano de Araújo Vasconcelos, Reuber Bernades Pereira, Áureo César da Silva (PM), Paulo Sérgio da Silva (PM), José Agnaldo Medeiros (PM), Marcos Dias de Oliveira (PM) e Elba da Graça Silva.

Na decisão, a ministra advertiu que as prisões podem ser decretadas novamente  no caso da existência de fato concreto à segurança da ordem pública, do processo ou da aplicação da lei penal.
Fonte: RONDONIAGORA
Autor: RONDONIAGORA

POR - José Casado

Roubaram até a chuva

Espetaram na Petrobras uma fatura de pouco mais de US$ 130 milhões como indenização por chuvas no agreste pernambucano, mesmo quando o tempo estava seco e sereno

Em 1992, o escritor Otto Lara Resende caminhava por uma rua do Rio quando choveu dinheiro sobre sua cabeça. O caso foi contado com a suavidade de um clássico da bossa nova por Ruy Castro, autor de “O poder de mau humor” (1993), onde se aprende como o poder é cruel: “Antes de nos arruinar, quer primeiro nos enlouquecer.”
Aconteceu durante a desordem político-econômica do governo Fernando Collor. Apeado da Presidência no impeachment decantado por um coro petista, Collor renasceu na década seguinte aliado a Lula e, desde então, tem assento garantido na bancada governista, sob liderança do PT.
Otto recebeu um monte de moedas na cabeça. Não se machucou. Viu que nem mendigos se davam ao trabalho de recolher aquele dinheiro sem valor espalhado no chão, e escreveu: “Nem peso ou consistência material essa droga tem.”
Mantendo-se na inércia, Dilma Rousseff corre o risco de começar o segundo mandato presidencial sob uma simbólica chuva de títulos da Petrobras, que perdeu quase 55% do valor de mercado nos últimos dois anos.
Por trás da corrosão das moedas sob Collor e das ações da Petrobras sob Dilma, podem-se vislumbrar laivos da “fase 1”, para usar o jargão da burocracia, da crueldade do poder de enlouquecer, antes de arruinar.
A balbúrdia na estatal petroleira possibilitou, entre outras coisas, que fosse roubada a chuva no agreste nordestino. Aconteceu durante a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, negócio público que começou custando US$ 2,5 bilhões e já ultrapassa US$ 20 bilhões — mais de um terço acima de similares e contemporâneas da Índia (quatro), na China (três) e na Arábia Saudita (duas).
Em geral, uma obra de construção civil para quando chove e o custo dessa interrupção é normalmente absorvido pelo empreiteiro.
Em Abreu e Lima, a conta da paralisação por chuvas (raios, também) ficou com a petroleira estatal. As empreiteiras do “cartel de leniência” espetaram uma fatura de pouco mais de US$ 130 milhões como indenização pelas chuvas no agreste. O cálculo do tribunal de contas é preliminar.
Dados da Agência Pernambucana de Água e Clima mostram que desde o início da obra da refinaria, em 2007, choveu tanto quanto nos seis anos anteriores. Na média, os períodos de tempo sereno e seco também foram iguais. Ou seja, roubaram até a chuva do agreste. É a tática de primeiro enlouquecer, na sequência arruinar o acionista majoritário da empresa pagante, isto é, o público.
Insólito, porém real na paisagem de proposital descontrole da empresa estatal, onde o poder político chegou a impor desde contratos em branco até gastos extras com a entrega antecipada de uma plataforma marítima (P-57), apenas para viabilizar uma cena partidária em Angra dos Reis (RJ) durante a campanha presidencial de 2010. Talvez tenha sido o comício político mais caro da história contemporânea: custou à Petrobras US$ 25 milhões, propina incluída.
Singular, mas coerente com uma forma de gerência dos interesses do Estado que permitiu o pagamento extraordinário de US$ 24 milhões a uma empreiteira como indenização por duas semanas de paralisação das obras num trecho (16% do terreno) do Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (ES). Motivo: foram encontrados exemplares de Atta robusta, espécie em extinção, mais conhecida como saúva-preta.


 

Renata Frisson, a Mulher Melão,

 Mulher Melão (Foto: Derick Abreu)

Atendente Claro tenta enrolar cliente


Clã Brasil & Sivuca - Feira de Mangaio

 

FORRÓ DA BICHARADA - Mestre SIVUCA da Paraíba

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Lançaram na floresta um forró lascado
Dançou bicho com gente por todos os lados
O tempo ficou quente o certo ficou errado
Era um só braço dado até o dia clarear

E o povo na pisada com a bicharada,
O rato com o empresário, o pato com canário
Raposa com banqueiro, trouxa com carneiro
E a noiva do açougueiro enfeitiçou o boi.
Cavalo com gerente, a mula com o tenente
E o tempo ficou quente e quem não foi, não foi.

Êita festa danada, arde o côro e a moçada
Nessa dança safada não se cansa de espalhar (bis)

Lançaram na floresta....
E o povo na pisada com a bicharada,
O rato com o empresário, o pato com canário,
Raposa com banqueiro, trouxa com carneiro
E a noiva do açougueiro enfeitiçou o boi.
Disseram que foi visto o burro com o ministro
E o fim de tudo isto sabe-se o que foi.
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Natural de Itabaiana, interior da Paraíba, Severino Dias de Oliveira começou a tocar sanfona aos 9 anos de idade, em feiras, festas, batizados etc., e tornou-se um dos estilistas do instrumento. Aos 15 anos foi para Recife, onde começou a carreira profissional na Rádio Clube de Pernambuco, e adotou o nome artístico. Aos 18 tornou-se aluno do maestro Guerra-Peixe, com quem aprendeu arranjo e composição. Gravou o primeiro LP em 1950, em parceria com Humberto Teixeira, que gerou o primeiro sucesso, "Adeus, Maria Fulô", regravada em versão psicodélica pelos Mutantes em seu disco de 1968. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1955, sendo contratado pela Rádio e TV Tupi. Gravou mais três LPs e fez algum sucesso, até que em 1958 foi pela primeira vez para a Europa com o grupo Os Brasileiros, de que era o acordeonista. Acabou radicando-se em Lisboa, e em seguida em Paris, onde gravou discos e fez diversas apresentações. Em 1964 mudou-se para Nova York, e lá viveu por 12 anos. Trabalhou com Miriam Makeba, para quem fez o célebre arranjo do mega sucesso "Pata Pata", e com ela excursionou pela Ásia, África, Europa e Américas, até 1969. Nos Estados Unidos trabalhou com outros artistas brasileiros, como Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Gloria Gadelha, com quem se casou e compôs "Feira de Mangaio", considerado um dos clássicos do forró. Outras parceria bem-sucedidas são "João e Maria" (com Chico Buarque), "No Tempo dos Quintais" (com Paulo Tapajós), "Energia" (com Glória Gadelha) e "Cabelo de Milho" (com Paulo Tapajós). Na década de 70 tornou-se popular nos países escandinavos, gravando discos ao vivo e fazendo muitos shows, atividade que continua até hoje.

SE TEM ALGUM DEFEITO É INTERNO

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Blog DO Reinaldo Azevedo

Bolsonaro responde a meu post. E eu respondo a Bolsonaro. Ou: Seguidores do deputado pedem a minha cabeça à VEJA numa “petição”. Não me digam!

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) me envia o seguinte e-mail, que publico conforme o original. Leiam. Comento em seguida.*
Reinaldo, entre os dias 01 e 05 de novembro de 2003 um casal de namorados foi surpreendido por 5 marginais quando acampavam em SP. No dia 02 o garoto Felipe (19 anos) foi executado com um tiro na nuca. Ela (com 16 anos), até o dia 05, foi estuprada pelos marginais em “rodízio” quando então foi executada pelo menor “Champinha”, a golpes de facão. No dia 11 a RedeTV me convidou para falar sobre a redução da maioridade penal já que sou ainda autor da PEC 301/1996. Não sabia que a deputada Maria do Rosário havia sido convidada também para falar, mas contra a redução da maioridade. O resto da história pode ser visto no vídeo em sua matéria.
Confesso não saber de o por que o Senhor destila tanto ódio para comigo. Fui elogiado no “Mensalão” por Joaquim Barbosa como “o único da base do governo que não foi comprado pelo PT”. Sei que isto é dever e não virtude. Não posso acreditar numa CNV onde TODOS seus integrantes são indicados por um dos lados. Nunca defendi ditaduras pois não considero o período militar como tal. Diriam, mas o Congresso esteve fechado por aproximadamente 1 ano e o Governo legislava por Decreto-Lei. Sim é verdade, mas desde quando cheguei à Câmara, em 1991, ela esteve “fechada” por aproximadamente 10 anos (pauta trancada), já que o Executivo legislava por Medidas Provisórias.
Vou, talvez, a seu contragosto, continuar lendo seu Blog, um dos poucos quando não trata assuntos com meu nome, ser de exemplar imparcialidade e inteligência. Teria muito a escrever, contudo me permita uma observação: o “cancro vermelho” não será erradicado com bonitos e elucidativos textos ou com eleições informatizadas. O PT já foi longe demais para entregar para a oposição de forma pacífica o poder. Mais cedo ou mais tarde, a contragosto de muitos e torcendo eu para estar errado, algumas doloridas doses de Benzetacil podem ser aplicadas para salvar nossa democracia. Ou alguém aponte outro motivo pelo qual nossas Forças Armadas são caluniadas nos últimos 20 anos?
Atenciosamente, Jair Bolsonaro.
RespostaDeputado Bolsonaro,
Nada tenho de pessoal contra o senhor porque, como sabe, a gente nunca se falou, não se conhece. Não haveria como. Por ocasião da polêmica envolvendo os tais kits gay — creio, mas não tenho certeza, que cheguei a reagir primeiro —, defendi o seu direito (e até dever) de ter uma opinião a respeito. Aquilo era mesmo um lixo. Eu só o critiquei, naquela ocasião, quando o senhor sugeriu que uns petelecos poderiam fazer bem ao adolescente gay. O senhor é informado o bastante — ou tem condições de ter acesso à informação — para saber que se trata de uma bobagem.
Quanto à deputada Maria do Rosário (PT-RS), eu mesmo publico o vídeo agora e o fiz antes para deixar claro que o senhor foi o alvo original da injúria. Creio que poucos, ou ninguém, combateram, na imprensa, as ideias tortas dessa senhora como este que escreve. E o senhor sabe disso.
Se o senhor quer uma lei que agrave a punição para menores que cometem crimes hediondos — e eu também quero; se o senhor fez a defesa que fez porque repudia o estupro — e eu também; se o senhor quer punir atos dessa natureza — e eu também; se tudo isso é verdade, não poderia ter falado o que falou. Não poderia, muitos anos depois, ter repetido o que dissera.
Recorra ao arquivo do blog e leia o que escrevi sobre a Comissão Nacional da Verdade, que chamei de “farsa” aqui, na Folha e na Jovem Pan. A questão, deputado, é saber com quais valores ela deve ser combatida.
Eu não sei que “Benzatacil” o senhor imagina possa ser empregado contra o PT. Eu só aceito um: a democracia, que enseja, sim, protestos de rua, dentro da lei e da ordem; que enseja, sim, campanha pelo impeachment de Dilma, se ficar provado que ela sabia de tudo, dentro da lei e da ordem; que enseja, sim, a ocupação do espaço público para demonstrar contrariedade, dentro da lei e da ordem. Em suma, deputado, os males da democracia têm de ser curados com mais democracia. E intervenção militar, a menos que pedida por um dos Poderes da República, como reza a Constituição, ESTÁ FORA DA LEI E DA ORDEM.
Escreve o senhor: “O PT já foi longe demais para entregar para a oposição de forma pacífica o poder. Mais cedo ou mais tarde, a contragosto de muitos e torcendo eu para estar errado, algumas doloridas doses de Benzetacil podem ser aplicadas para salvar nossa democracia”. Não sei o que isso quer dizer. Não sei o que o senhor tem em mente — mas não me parece bom. Não sei que futuro o senhor imagina, mas certamente não contará com o meu apoio.
Nem com o meu apoio nem com o das Forças Armadas. Esse tipo de pensamento tem estridência, mas, felizmente, não tem base social. Seduz alguns milhares de eleitores, como resta comprovado, mas não passa muito disso. Infelizmente, deputado Bolsonaro, a sua pregação contribui apenas para que o senhor tenha, a cada ano, milhares de votos a mais. Mas não aponta uma saída para o país.
Eu defenderei com determinação o seu direito de ter uma opinião, dentro do que a Constituição e a civilidade asseguram. Mas acho intolerável que o senhor diga, à deputada Maria do Rosário ou a qualquer outra mulher, que ela “não merece ser estuprada”. Isso degrada a política, a inteligência, o senso comezinho de moral e, antes de tudo isso, as mulheres — mulheres, senhor deputado, como a minha, como as nossas mães, como as minhas filhas, como as de sua família, como as da minha… E, claro!, com elas, praticamente metade da humanidade. Tenha paciência! Aquela é uma fala asquerosa.
Retire o que disse, desculpe-se com a deputada — mesmo que ela não se desculpe com o senhor — e com as mulheres. Admita que disse uma asneira.
O senhor afirma que continuará a ler o meu blog, num sinal de que considera que ele pode ser útil ao senhor e ao Brasil. Espero, sinceramente, que sim.  Defenderei, deputado, enquanto tiver forças, o seu direito a dizer o que pensa. Mas não conte comigo para grosserias como aquela ou para flertar com soluções que estejam fora das urnas. Esse tipo de pregação pode lhe render votos, mas faz mal ao Brasil.
A propósito: seguidores seus decidiram fazer uma “petição” pedindo a minha cabeça à VEJA. Talvez eles não saibam que sou antigo nessa história de resistir a grupos de pressão. O senhor já passou da idade de receber conselhos. E eu não tenho disposição para aconselhar pessoas mais maduras do que eu. Deixo uma dica: retire do seu universo de referências qualquer expediente que não passe pelo voto e seja mais apaixonado pela Constituição do que pelos holofotes. Ah, sim: não ajude Maria do Rosário a voltar para o ministério. Hoje, o senhor é o principal apoio — às avessas — com o qual ela conta.
Estamos falando de política, deputado, não de guerra. Finalmente, noto que, em vez de o senhor ameaçar o jogo político com a cólera das legiões, lembre que a Lei da Anistia foi referendada por um Congresso eleito livre e democraticamente, que a acatou como pressuposto na Emenda 26, que aprovou a convocação da Constituinte. O senhor tem a lei e a Constituição como aliadas. Não precisa de armas.
Reinaldo Azevedo
Por Reinaldo Azevedo