quarta-feira, 21 de julho de 2010

TÁ PESQUISANDO TÁ NO CAMINHO CERTO




Foto:Daniella Clark/G1

SURUCUCU X BARBATIMÃO

Pesquisa realizada no Laboratório de Venenos e Toxinas de Animais e Avaliação de Inibidores (Lavenotoxi) do Departamento de Biologia Celular e Molecular do Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) identificou uma planta capaz de neutralizar o veneno da cobra surucucu, a maior serpente venenosa da América do Sul, e também uma das mais letais que existem no país.


A surucucu é a serpente mais venenosa do país, e tem como habitat as florestas da Amazônia e da Mata Atlântica. A divulgação da pesquisa é de Rafael Cisne de Paula, pesquisador que testou 12 plantas diferentes em relação a quatro diferentes efeitos causados pelo veneno da surucucu, e o Stryphnodendron barbatiman, também conhecido como barbatimão, uma árvore típica do cerrado, mostrou 100% de efetividade na inibição de todos eles.


A surucucu é uma serpente de ocorre na Amazônia e na Mata Atlântica e metade das pessoas picadas por ela vão a óbito. Por outro lado somente 2% dos acidentes com cobras envolvam essa espécie. Para se ter uma idéia da letalidade da picada da surucucu, a jararaca, que responde por 90% dos casos no Brasil, tem um índice de letalidade de 0,2%. Com relação aos que escapam da picada de surucucu não existe estatística oficial em relação às amputações e deformidades que seu ataque causa.


Atualmente existe soro antiofídico produzido a partir da veneno própria surucucu, só este traz efeitos colaterais como reações alérgicas que podem levar até à morte, se acontecer o choque anafilático. Ja na teoria, o produto feito a partir da planta,não traz essas reações alérgicas.


Os resultados obtidos são positivos e animadores, mas para que o Stryphnodendron barbatiman vire um produto para uso efetivo, serão necessários ainda vários anos de teste clínicos. O trabalho de Rafael Cisne é uma pesquisa de base que aponta as propriedades antiofídicas da planta. O Stryphnodendron barbatiman já está registrado junto à Anvisa, graças às suas características cicatrizantes e antihemorrágicas.

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