sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

POEMA SOBRE O TABAGISMO


Ele é um “amigo” cruel,

dele nunca me desgarro:

sem querer, lhe sou fiel,

“me amarro” no meu cigarro.



Curto Bem Seu Paladar,

os vapores que desprende,

o sabor bom de tragar,

a chama que reacende.



Satisfaz bem a meu ego,

com ele reflito e penso,

a ele todo me entrego,

quando perturbado ou tenso.



Já avalio o precipício,

de onde posso resvalar,

ciente do malefício

que o fumo pode causar:



Fumando a gente se arrisca,

não há dúvida, é da lógica,

a uma dependência física

além da psicológica.



O cigarro é uma bomba

cujo efeito retardado

e o organismo é quem tomba

ao impacto petardo.



Concentrados na fumaça

há produtos venenosos,

causa de muita desgraça

em seus efeitos danosos.



Alcatrão, benzopireno,

nicotina, gás carbônico,

destes nocivos venenos,

não sei qual o mais satânico.



Provocam câncer de língua,

de lábio, boca e garganta,

de pulmão morre-se à míngua,

já proporção que espanta.



O pâncreas é poluído,

o estômago muito mais,

não raro tem ocorrido,

tumor de cordas vocais.



Chocante é a proporção,

que cresce, cada vez mais,

de infarto do coração

e de outros órgãos vitais.



Marcante é a repercussão

que afeta a fertilidade,

frustrando reprodução,

causando esterilidade.



Repila esta propaganda,

que cumula de louvores,

numa mentira nefanda

os ditos baixos teores.



Ao fim desta reflexão,

eu resumo o que foi dito,

entoando este refrão,

parodiando o bendito:



Se todo meu coração

será sempre de Jesus,

não vou doar meu pulmão

com espólio à “Souza Cruz”.



Se quiser, pode fumar,

não lhe posso proibir.

se por um câncer optar,

respeito seu decidir.

Fonte : Sebastião Aires

Nenhum comentário: