terça-feira, 1 de março de 2011

ESGOTAMENTO SANITÁRIO É NECESSÁRIO SIM, MAS QUE ESSE PROJETO É RUIM É

Fui questionado por um cidadão com relação ao meu posicionamento com relação ao esgotamento sanitário de Rolim de Moura. Segundo esse cidadão o meu posicionamento não é de um sanitarista e nem tão pouco de quem gosta de Rolim de Moura, pois ser contra um projeto que traz para o município 15.000.000,00 de reais para serem investido em saneamento básico não tem explicação lógica.

Esse cidadão que pediu para eu não citar seu nome caso resolvesse escrever sobre o assunto é mais um rolimourense equivocado e mal informado sobre o assunto. Ninguém mais do que eu sou a favor de água tratada, e esgoto tratado, mas não posso concordar com o projeto que aí está, pois a sua concepção está tecnicamente ultrapassada é cara, polui o meio ambiente e atende um número reduzido de residências ou estabelecimentos comerciais. Eu não faço como alguns que estão pensando só nos 15 milhões.

Prestem atenção na tabela abaixo que mostra a relação entre o número de pessoas e o número de residências. Rolim de Moura no último censo apresentou uma população de 47,2 mil habitantes com a média de 3,23 pessoas por residência. Descontando a zona rural a população urbana é de cerca de 40 mil habitantes e com base na média de habitantes por residência o número de residências seria em torno de 12.000.

Seguindo o raciocínio do item 06 da tabela onde o tratamento dos efluentes doméstico de cada 2.000 habitantes atende 400 residência, a estação de tratamento de esgotos de Rolim de Moura (ETE) que atenderá 600 residências, o equivalente a 12% das residências e um pouco mais de 6.000.000 habitantes e uma população de 12 mil habitantes, ficando 28.000 habitantes esperando pelo PAC II, que está esperando pelo PAC I terminar. Mas até tudo bem, só que o projeto sinaliza para uma não conclusão . Os dados podem não estarem totalmente corretos, pois sou péssimo em matemática, mas dar para argumentar minha discordância do projeto que ora esta sendo executado.



EPET-01

Estação de Tratamento de Efluentes Domésticos para 35 habitantes (07 residências) e ou 130 trabalhadores

EPET-02

Estação de Tratamento de Efluentes Domésticos para 55 habitantes (11 residências) e ou 200 trabalhadores

EPET-03

Estação de Tratamento de Efluentes Domésticos para 70 habitantes (14 residências) e ou 260 trabalhadores

EPET-04

Estação de Tratamento de Efluentes Domésticos para 90 habitantes (18 residências) e ou 330 trabalhadores

EPET-05

Estação de Tratamento de Efluentes Domésticos para 110 habitantes (22 residências) e ou 400 trabalhadores

EPET-06

Estação de Tratamento de Efluentes Domésticos para 130 habitantes (26 residências) e ou 460 trabalhadores

EPET-07

Estação de Tratamento de Efluentes Domésticos para 2.000 habitantes (400 residências)

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