quarta-feira, 31 de agosto de 2011

LAVAR AS MÃOS

Lavar as mãos de forma correta é um ato higiênico que nos resguarda da companhia de hóspedes indesejáveis - como vermes e micróbios que podem causar danos a nossa saúde, e por isso deve ser praticada habitualmente por todos nós, principalmente antes das refeições e após irmos ao banheiro. 


Mas além desse gesto de higiene pessoal salutar, a frase-feita tem outro significado nem tanto assim saudável, já que também serve para identificar vários  tipos de procedimento nada recomendável: Por exemplo, quando representa uma fuga à responsabilidade, quando significa a abstenção quanto à tomada de decisões importantes, ou então quando é usada para justificar que não se tem nada a ver com o que possa acontecer a alguém, ou ao meio ambiente. A origem dessa expressão   está na passagem bíblica, no Evangelho de  Mateus (27:11-26) , que relata a condenação de Jesus Cristo à morte na cruz.

Diz a Bíblia que o costume vigorante na época era o do governador, em cada festa da Páscoa, soltar um prisioneiro a pedido do povo. Como naquela ocasião encontrava-se atrás das grades um malfeitor afamado conhecido pelo nome de Barrabás, Pôncio Pilatos, perguntou por várias vezes quem ele soltaria, Jesus ou Barrabás e, em todas as vezes o povo gritaram Barrabás. como forma de acalmar as pessoas ali reunidas e se livre=ar do problema, ele ordenou que lhe trouxessem uma vasilha com água e nela lavou as mãos diante dos que o pressionavam, dizendo: “Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco”. 


Os líderes dos partidos governistas na Câmara decidiram ontem darem uma de Pôncio Pilatos e decidiram que vão votar a regulamentação da Emenda 29, mesmo a Presidenta Dilma Rousseff tendo feito  pedido em sentido contrário .  Os líderes políticos na Câmara dos deputados consideram que o Senado é quem deve encontrar as fontes de receita para o cumprimento da Emenda 29, pois foram os senadores que aprovaram o artigo, rejeitado pelo Planalto, que amplia os recursos para a Saúde dos atuais 7% para 10% da receita bruta da União. A palavra de ordem na Câmara é: quem pariu Mateus que o embale.

  


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