sexta-feira, 19 de junho de 2015

Nova substância pode combater malária com dose avaliada em US$ 1

Cientistas descobriram uma nova substância contra a malária que pode tratar pacientes com uma única dose ao custo de US$ 1, inclusive aqueles com variações da doença transmitida por mosquitos que são resistentes aos atuais medicamentos.Uma das espécies do 'Anopheles', que ataca as populações indianas e paquistanesas. (Foto: Hugh Sturrock / Wellcome Images)Uma das espécies do 'Anopheles', mosquito
transmissor da malária, que ataca as populações
indianas e paquistanesas. (Foto: Hugh Sturrock /
Wellcome Images)
Embora ainda esteja anos distante de chegar ao mercado, os resultados de testes conduzidos em sangue humano no laboratório e em ratos vivos sugerem que a droga é altamente potente, relataram pesquisadores na revista "Nature" desta semana.
Em um voto de confiança ao projeto, a farmacêutica Merck assegurou o direito de desenvolver e comercializar a substância, caso tenha sucesso em testes futuros.
O plano é avançar com a droga experimental para testes clínicos no ano que vem a fim de averiguar sua segurança e ver a efetividade do combate à malária no corpo humano. Muitas drogas são rejeitadas nesse estágio do desenvolvimento.
A descoberta de novos remédios para combater a malária é particularmente importante por causa de sua crescente resistência até mesmo aos melhores tratamentos existentes.
Os cientistas por trás do projeto estimam que a nova substância deve custar cerca de US$ 1 por tratamento, colocando a droga ao alcance dos pacientes mais afetados, que vivem em países pobres.
Embora haja reduções significativas no número de pessoas que adoecem ou morrem por causa da malária, a doença ainda mata cerca de 600 mil pessoas por ano, a maioria delas crianças nas partes mais pobres da África subsaariana.
Quando a pessoa é infectada, os parasitas presentes no mosquito instalam-se no fígado e levam entre duas a quatro semanas para amadurecer. Eles, em seguida, invadem e destroem as células vermelhas do sangue, e podem provocar sintomas como febre alta, dores de cabeça e no corpo, sensação de fraqueza, falta de apetite e calafrios.

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