Até chegar à posição de destaque no time A da TV Globo, ela foi a primeira protagonista negra em uma produção contemporânea da casa, a novela Da Cor do Pecado, de 2004, sete anos depois da estreia na extinta TV Manchete, no papel de Xica da Silva. “Eu tinha 17 anos, era uma menina virgem ainda!”, e dá uma gargalhada à la Taís.
“Mais discurso do que bunda”, como a própria se define, Taís ocupa hoje um papel fundamental na sociedade: o de mulher inspiradora no cerne da luta, na ordem estabelecida por ela mesma, pelos direitos das mulheres negras, da mulher – “Há um abismo entre as negras e as brancas” – e pelos direitos humanos. “Eu sei que esses assuntos são chatos, densos, pesados, difíceis”, quase se desculpa nossa musa maior de 2016, “mas têm de ser discutidos. É a minha questão pessoal, da qual eu escolhi falar: eu sou uma mulher brasileira negra”. Ela conta que foi criada para “não pensar nisso, mas para estudar, trabalhar, ser alguém”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário