terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Lava Jato ajuíza ação civil contra PSB, MDB e cinco políticos por improbidade administrativa

A força-tarefa da Lava Jato e a Petrobras entraram com uma ação civil
 pública, em conjunto, com pedido de responsabilização por atos de 
improbidade administrativa contra o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
O pedido de responsabilização também envolve os senadores Valdir
 Raupp (MDB-RO) e Fernando Bezerra (PSB-PE), o deputado federal 
Eduardo da Fonte (PP-PE) e os espólios do falecido ex-senador e 
ex-deputado federal Sérgio Guerra (PSDB-PE) e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
Outras quatro pessoas ligadas aos agentes políticos da construtora 
Queiroz Galvão, da Vital Engenharia Ambiental, cinco executivos e
 funcionários da Queiroz Galvão e o ex-diretor da Petrobras, Paulo 
Roberto Costa, também são alvos do pedido de responsabilização.
A força-tarefa pede o pagamento de mais de R$ 3 bilhões, perda dos
 cargos, suspensão de direitos políticos por dez anos e perda dos direitos
 de contagem e fruição da aposentadoria pelo regime especial.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a ação cita o funcionamento 
de dois esquemas de desvios de verbas da Petrobras: um deles
 envolvendo contratos vinculados à diretoria de Abastecimento, 
especialmente firmados com a construtora Queiroz Galvão, 
individualmente ou por intermédio de consórcios, e outro referente ao pagamento de propina envolvendo a CPI da Petrobras, em 2009.
As ações de improbidade administrativa são demandas que tem por
 objetivo responsabilizar agentes políticos e particulares que concorrem
 para o ato por desvios de conduta definidos em lei.
A lei prevê três tipos de atos de improbidade: os que importam
 enriquecimento ilícito, os que causam dano ao Erário e aqueles que
 atentam contra princípios da administração pública.
"Essas atividades ilícitas foram enquadradas nas três modalidades de improbidade, mas se pediu que sejam aplicadas as sanções mais graves, referentes às situações que geram enriquecimento ilícito, e 
subsidiariamente as demais sanções", afirma a força-tarefa.

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