terça-feira, 11 de setembro de 2012

ÉTICA NA POLÍTICA. ISSO É POSSÍVEL?

Para que exista ética na política, o bem que deve ser levado a sério é aquele que recebe o nome de bem comum. É para ele que devem convergir todas as ações e as ações de todos os participantes do jogo (processo) político.

É ilusório alguém achar que apenas Leis rígidas com penas duras e uma Justiça eleitoral atuante se conseguem ética na política. Para que realmente exista ética na política é necessário que haja ética no eleitor, no político e nos partidos políticos. É ingenuidade imaginar que conseguiremos a ética como produto adquirido para uso específico, pois para combater a corrupção que ora graça nas administrações públicas em todo país carece de uma participação efetiva de cada eleitor, votando de forma consciente e politizada.

Sei que isso não é fácil e não espero que o eleitor em sua maioria seja ético o bastante para mudarmos tudo isso já a partir dessas eleições de 2012. O grande maioria dos eleitores com quem converso tem um posicionamento que não deixa duvida que não teremos grandes avanços já nessas eleições. O eleitor descaradamente está buscando favores, buscando o bem próprio através de representação corporativa ou com o olho num emprego ou bolsa de estudo, ou ainda movido por sentimentos menores como o ódio ou o ressentimento.

Eleitor ruim, politico ruim, que promete que vão fazer coisas que não vão fazer, pois o mal político não é só aquele que está envolvido em ilícitos penais não, o político mentiroso, despreparado, inoperantes, omissos ou ausente, também deve ser evitado. A militância partidária como é feita pelo PT, é sem sombra de dúvida algo negativo, pois a ética não é levada em conta, os petistas não são tão rigorosos com o erro do companheiro quanto o são com o erro do adversário e lavam as mãos perante os equívocos, deslizes ou delitos cometidos por aqueles que apresentaram ao eleitorado e para os quais pediram votos.


Fiquei decepcionado com a manifestação organizada pelo Comando de Greve da UNIR (Universidade Federal de Rondônia), Centro Acadêmico de História (CAHIS/UNIR), Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR, Comando de Luta dos Estudantes Secundaristas e Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação – MOCLATE, no dia de 7 setembro pedindo para o povo não votar, o uso de jargões tipo: “O Brasil continua sendo um país semicolonial. Quem manda na economia brasileira é o imperialismo norte-americano. Até quando vamos presenciar comemorações a essa falsa independência? Chega de enganação!”, enfatizava um panfleto do MEPR distribuído antes e durante a manifestação. O protesto é justo, mas conduzido de forma lamentável, quando falar mal dos Estados Unidos era coisa de intelectual, ser comunista era bonito etc. Hoje em dia isso  depõem contra o movimento de forma negativa.

Não devemos esquecer, por fim, que a parte principal da responsabilidade moral não resida somente em evitar o mal e sim cuidarmos para que o bem também seja feito.  

Nenhum comentário: